sábado, 8 de junho de 2013
Sentir, está fora de moda?
Estive vasculhando minhas caixas esses dias enquanto organizava minha mudança, fiquei espantada com quantas coisas encontrei nelas, foram papéis, palitos, embalagens de bombons, flores secas, enfim havia muito de mim naqueles objetos e ao mesmo tempo já não havia mais nada(que coisa doida!)...
Fiquei por algum tempo REorganizando em minha mente tudo aquilo que havia ali, de certo que elas deveriam me reportar para algum momento bom do passado, mas o corre-corre da nossa vida nos faz deixar passar muita coisa, será que RElembrar ficou fora de moda assim como ficou aquele romantismo desmedido de algumas décadas atrás? Talvez para alguns a resposta seja SIM, e para tantos a resposta seja NÃO. E demos um viva a essa diferença!
Pra ser sincera isso mexeu comigo durante dias, fiquei tentando lembrar de fatos a cada objeto ou papel que eu ia me desfazer tentando filtrá-los e guardá-los em lugar mais seguro(ou não) o coração já que se depender da minha memória muita coisa irá permanecer no limiar entre o passado(passou, uffa!) e presente(vive la vie!)... enfim a mudança estava pronta, tudo muito bem organizado e devidamente guardado em seu lugar, para virar mais uma página da vida corrida... trouxe minhas coisinhas para meu novo cafofo, e outras permaneceram em nosso antigo apartamento, lá foram vividos lindos momentos, fatos bons e outros nem tantos; foi um tipo de cenário para risos e lágrimas...
Chegou o dia da mudança definitiva. Numa segunda-feira, início de noite o caminhão estaciona embaixo do prédio e carregadores começam a descer com caixas e móveis, via meio calada minha mãe coordenando tudo e sabia que aquele era o momento de encerrar o capítulo, e não apenas mais uma página virada. De repente fez silêncio, já não havia mais nada ali, apenas eu, e minhas lembranças... coloquei a cabeça pela janela e vi o caminhão se afastando e desaparecendo ao dobrar a esquina, senti aquele aperto, a garganta travou, e me sentei, respirei profundamente e chorei copiosamente, numa torrente de lembranças que se perderão com o passar dos dias...
Com tudo isso percebi que há sentimentos que nunca ficam meio fora de moda, como o AMOR, o RESPEITO, a AMIZADE, e tantos outros sentimentos. Vi e senti como somos sensíveis a estes quando nos deparamos com eles de forma verdadeira. Sorrir, chorar, viver, amar, esquecer, e RElembrar... vamos nos vestido e revestindo de sentimentos e lembranças, e a vida segue assim, porque sentir está super na moda!
Mihh Valério
sábado, 28 de maio de 2011
A espera...

Quem não foi criança um dia?! Quem não ouviu um não, e chorou copiosamente?! Quem não descobriu ainda o significado da palavra "ESPERA"?!
Lembro-me bem de uma cena em minha vida, que vez ou outra vem vaguear por minhas lembranças, e ontem recordei mais uma vez.
Meus pais sempre trabalharam muito para que tivéssemos todo o conforto, quando eu tinha por volta das 7 anos, morávamos em Brasília, minha mãe estava grávida da caçula de nossa família; um dia perdido em datas, durante as férias do mês de Janeiro, meu pai nos levou as Lojas Americanas, recordo que sempre via no comercial uma bonequinha fantástica, e foi amor a primeira vista, não sabia mais nada, apenas que eu queria ela pra mim, no fim do ano, após o termino do ano letivo, eu devidamente aprovadas, imaginava que seria ela meu presente de Natal, que para meu espanto e desilusão não o foi, ganhei uma máquina de costura da Estrela, muit linda por sinal.
Mas aquele era o dia, estávamos na loja, meu pai muito bem humorado, diga-se de passagem, minha mãe com um barrigão enorme e parecia que ia explodir! Mas aquele era meu dia, pensava eu, absorta em meus pensamentos e vagueando as sessões em busca da minha boneca.
Eu bem que já sabia, o método que seria utilizado, para consegui-la, com minha mãe usaria o método emocional, choraria até os soluços caso a resposta fosse negativa ao meu pedido (ela sempre se comprasia e me dizia SIM, logo após o rio de lágrimas que ela atravessava).
Com meu pai, de forma diferente, usaria o método racional, daria a eles razões, que me fariam, merecedora de tal presente, e acabaria o convencendo (fato que sempre acontecia, por que ele se rendia aos meus argumento infantis, seguidos de OLHOS BRILHANTES e um: VAI PAIIIINHO).
Mas nesse dia tudo aconteceu totalmente diferente...
Meu pai caminhava ao lado da minha mãe qque carregava minha irmã Mislene, que tinha quase 2 anos nessa época, conversam enquanto eu lampeja e fagueira emprurrava o carrinho ansiosa, afinal chegaria a hora, e eu ouviria um SIM e meu objeto de desejo enfim seria meu...
De repente, meus olhos a encotraram, lembro como se fosse hoje, larguei o carrinho e corri em direção a partilheira, e lá estava ela, linda colorida, com sua sainha de tula furta cor, era ela, a boneca do comercial, a minha boneca, gritei atônita: PAIIIIIINHO... se ele não ouvisse, estaria surdo com certeza, por que todos que estavam próximos olharam. Pulei, pulei, pulei tantas vezes que senti o suor escorrer por minha fronte.
E disse ao ver meu pra próximo a mim: PAINHO, NÃO É LINDA?!
-É SIM MICHELINE(respondeu meu pai)
-O SENHOR ME DÁ ELA?!
De repente, fez-se o silêncio... Ele me olhou e nada disse... Senti que algo estava acontecendo...
-VAI PAIIIIINHO...POR FAVOR....(olhei com os famosos olhos brilhantes)
-EU PASSEI DE ANO NÃO FOI?! OLHA PROMETO QUE NÃO BAGUNÇO, E AJUDO MAIIINHA COM AS COISAS DE CASA E OLHO MISLENE, E PROMEEEETO, PROOOOMETO...QUE PASSO DE ANO...
Ele olhou pra mim e para minha mãe, que também nada disse. Então me virei na direção de minha mãe e chorei copiosamente, até chegar aos soluços angustiantes que cortam até o mais duro dos corações. Mas eles nada disseram a não ser: Minha filha essa não é a hora.
Aquela resposta com certeza não era a que eu queria ouvir no momento. Eu queria tanto a boneca!
Caminhamos pelos corredores da loja, eu ainda soluçado baixinho pela decepção e a frustração de estar saindo dali sem o que eu mais queria, não conseguia compreender...
Meu pai e minha mãe tinham ido lá comprar as coisas para o enxoval da minha irmã que ia nascer, mas eu não compreendia que aquele não era o meu momento, e sim o dela, já que todos nos preparávamos para sua chegada.
Cheguei em casa amuada, cabisbaixa, no jantar remexi na comida e sem fome deixei quase tudo no prato, e desanimada fui pro quarto.
Os dias se passaram, e quando via o comercial até virava a cara, nem queria ver mais... minhas coleguinhas ganharam as suas e eu lá de mãos vazias.
Chegou o mês de Junho, exato dia 23, e minha irmã nasceu. Nossa, ela era careca, preta e pequena(risos), de tão pequenina parecia uma boneca!
Meses se passaram, e chegou mais um fim de ano, onde mais uma vez, fui aprovada... O Natal se aproximava, e aquela boneca já tinha deixado de ser meu objeto de desejo; mas vale salientar que depois do meu rompante emocional dentro da loja, nada mais havia me enfeitiçado como ela...
Meu pai me pergunta: QUER ALGO ESPECIAL DE NATAL?!
-QUALQUER COISA TÁ BOM! (eu respondi)
-QUALQUER COISA MESMO?! TEM CERTEZA?!
-SIM PAINHO...
Na manhã de Natal do ano de 1984, quando abro os olhos, ao lado da minha cama, tinha uma enorme caixa; olha gente quando digo enorme, era ENORME, da minha altura na época. Lembro de ter saltado da cama, avancei, rasguei papel... papel... papel.... e gritei: PAIIIIINHO.... MAIIINHA!!
Meus olhas não conseguiam se desviar dela... Não era com certeza a boneca que tanto queria no mês de Janeiro, ela era muiiito maior, linda, de longos cabelos loirinhos e olhos azuis, ela tinha a minha altura, e quando eu apertava em suas mãos ela dava passos... incrível!!
Lembro da alegria dos dias e meses que se seguiram, levei ela diversas vezes para a casa da minha amiga Stella, que acabou ganhando uma igual, usando o método emocional com sua mãe (kkkk), anos se passaram minha vida seguiu e hoje estou aqui....
¬¬ A ESPERA
Nada aprendi naquela época, sendo apenas uma criança aquilo nada significava...
Há alguns anos vim descobrir o que realmente havia de lição naquele fato de minha vida...
Nós sempre desejamos muitas coisas durante toda vida, isso não é diferente, todos somos iguais nisso, queremos, pedimos, esperamos... e nos decepcionamos, quando as coisas não acontecem como queremos...
Num determinado dia de minha vida, me peguei repetindo com Deus a mesma cena da minha infância, e como aquela menininha, pedia algo que para mim era importante naquele momento, mas em nenhum instante perguntei se aquela era a hora certa, e quando apenas o silêncio veio como resposta, e me vi de mãos vazia; repetiu-se, era eu Micheline, adulta, que fazia um reprise dos velhos tempos, e mais uma vez, não compreendia o porquê...
Foi quase do mesmo jeito, passaram dias, semanas, meses... e num determinado dia aconteceu algo muito maior e melhor do que o que eu havia pedido antes...
Naquele instante percebi, a semelhança entre tudo o que aconteceu... Percebi que não sabemos esperar... e isso é fato!
Ás vezes queremos muito algo em nossa vida, mas não paramos para pensar se naquele momento, aquilo é o melhor para nós, o ser humano é muito imediatista, não importa classe social, cor de pele, religião, nosso tempo é o AGORA. Com tudo isso aprendi que nem sempre o meu tempo é o TEMPO certo, nem sempre o que imagino ser bom, verdadeiramente o é, aprendi que se algo naquele momento não nos acontece, com certeza ao melhor estar por vir...
Certos acontecimentos de minha vida me amortizaram, e os NÃOS que a vida me dá já não me ferem e me abalam tanto, buscar compreender o valor dessa espera, me faz continuar meu caminho.
Esperar não é fácil, é tempo difícil, muitas vezes silencioso e solitário, mas sempre caminhamos e a vida sempre segue seu curso, e mais dia menos dia tudo acontece. Pode ser que não seja do jeito que imaginamos, pode ser ainda melhor...
Minhas esperas geram sempre em mim a ESPERANÇA, a expectativa de um bem que eu desejo, e ela não decepciona! Confesso que hoje espero algumas coisas, não sei o que acontecerá, mas sei que algo grandioso sempre acontece!
Que todos nós aprendamos a esperar mesmo que essa seja uma das mais difíceis lições de nossas vidas...
Abraços meus queridos!
Voltem sempre!
Mihh Valério
quarta-feira, 16 de março de 2011
E por falar em Saudade...Estou de VOLTA!!
...onde anda voce...por onde eu andava...
A palavra saudade, vem do latim solitas, solitatis (solidão) e também recebeu influencia da palavra saúde.
Segundo a lenda, essa palavra saudade(humm) surgiu na época do descobrimento do Brasil, quando os portugueses estavam em terras estranhas e loge de seus familiares.
Diz-se que para sentir a saudade é preciso perder alguém ou estar longe deste alguém(será?!?!).
Eu ando com saudades de fases da minha vida(infância-tempo da inocência), dos amiguinhos da escola, da primeira professora, da velha bicicleta caloi azul com cestinha, do delicioso pirocóptero , saudade de pessoas que estão longe de mim, é engraçado falar em saudade e não lembrar de algumas pessoas, e tenho uma amiga a Jaque, ela mora em Sampa, são longos anos de amizade, 7 anos pra ser exata, e sinto saudade das conversas que tinhamos e dos emoticos que ela colocava no MSN(kkkk) ... Mas tenho uma saudade que posso dizer que interessantemente diferente, de um alguém que não conheço(ou conheço bem e isso não vou saber explicar), mas sei que a pessoa está ali...bem alí ó (não posso revelar o lugar kkk pra curiosidade ser ainda maior kkk) só sei que está longe dos meus olhos, mas dentro do coração.
Como já sabemos saudade só existe na lingua portuguesa.
Segundo a BCC de Londres, essa é a 7ª palavra mais dificil de ser traduzida.
Se é dificil traduzir imagina explicar!
Pra entender a saudade do ponto de vista psicológico, eu fui buscar a compreensão teórica pra isso e aí o que encontro são muitos poetas cantando e recitando versos pra expressar a dor que esse sentimento nos causa.
Sim um sentimento, bem verdade ruim, pois causa dor.
Se perguntarmos: onde? Você, eu, vamos dizer no peito e faz chorar! E pra essa dor não tem remédio.
Conseguimos acalmá-la com fotos, videos, e quando se está longe de nossos amados, hoje em dia temos o recurso da internet onde podemos ver nossos queridos pela câmera(MODERNIDADE ).
A Biblia fala: " ...do coração procedem as saidas da vida." Provérbios 4:23.
É ali no centro da nossa vida que guardamos os nossos sentimentos os bons, maus, tristes e os saudosos.
Encerro o tema copiando um poema de Pablo Neruda
"Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade,
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."
Estive por um tempo meio ou kkkk completamente sumida do meu Blog...mas meus queridos não há na vida coisa que me fascine tanto quanto o contato com as palavras e o universo incrivelmente mágico que elas criam, confesso-me culpada...e cheia de saudade!
Pra finalizar o que falo sobre saudade...eu tenho uma guardada no peito, daquilo e daquele que ainda não sei...mas está aqui guardado dentro de mim...E qualquer dia desses aí eu conto pra vocês o desfecho dessa hitória!
Bjus e abraços á todos vocês meus queridos!
Voltem sempre para que a saudade de vocês não doa tanto!!
Mihh Valério
Estive por um tempo meio ou kkkk completamente sumida do meu Blog...mas meus queridos não há na vida coisa que me fascine tanto quanto o contato com as palavras e o universo incrivelmente mágico que elas criam, confesso-me culpada...e cheia de saudade!
Pra finalizar o que falo sobre saudade...eu tenho uma guardada no peito, daquilo e daquele que ainda não sei...mas está aqui guardado dentro de mim...E qualquer dia desses aí eu conto pra vocês o desfecho dessa hitória!
Bjus e abraços á todos vocês meus queridos!
Voltem sempre para que a saudade de vocês não doa tanto!!
Mihh Valério
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