segunda-feira, 10 de junho de 2013

UM MILHÃO DE CONFUSÕES

As homenagens a Santo Antonio, padroeiro da cidade, não poderiam ter sido marcadas por nada mais relevante, afinal, não é sempre que um prêmio de um milhão é ofertado àquela empresa que melhor ornamentasse seu espaço com as temáticas das tradições juninas. A campanha foi promovida pela prefeitura da cidade em parceria com o CDL. Merecidamente a "Ótica Ótima" foi a campeã. Qual foi a surpresa do proprietário, quando na ocasião da entrega do prêmio, recebeu um milho de 60 cm. Um verdadeiro milhão. Depois de xingar à vontade, tendo inclusive mencionado inadequadamente onde deveriam adequadamente enfiar o sabugo do milho, o proprietário da ótica teve de ser removido do palco sob os olhos espantados do público. A prefeitura teve de se explicar publicamente acerca dessa brincadeira de mau gosto: "Queríamos, além de incentivar as ornamentações sobre os temas juninos na cidade, promover e valorizar também o bom humor entre as pessoas, tão presente nessa época de festas e brincadeiras. É uma pena que nem todo mundo aguenta brincadeira", falou o secretário de educação e cultura, João do Brinco.

O vencedor do concurso já está tomando as providências no ministério público: "Eles vão ver, isso é lá coisa que se faça?! Eu já tava até pensando em abrir uma filial!"


Pelo visto, com essa história do milho, uns vão ficar com cara de pamonha e outros vão soltar fogos à vontade.

Alexandre Revoredo.

Leiam mais crônicas do autor: http://apalavraacesa.blogspot.com.br/
07/06/13.

Gostaria de agradecer a esse grande artista por gentilmente nos brindar com sua crônica.


Mihh Valério

sábado, 8 de junho de 2013

Cotidiano imperceptível


Pela lente da câmera fotográfica foi o que vi naquela tarde, tão bela e majestosa. Como resistir ao seu encanto frondoso, como não descansar a sua sombra, como não silenciar dianted a sua imagem recortando a paisagem; parei por um segundo e percebi o quanto tenho corrido, e quão pouco eu tenho vivido. Será que estou perdendo a sensibilidade ao que é simples e belo? Será que o dia-a-dia tem me roubado a essência poética de vivenciar esses momentos únicos. Naquele instante meu cotidiano imperceptível descortinou diante de meus olhos.



Mihh Valério

Sentir, está fora de moda?



Estive vasculhando minhas caixas esses dias enquanto organizava minha mudança, fiquei espantada com quantas coisas encontrei nelas, foram papéis, palitos, embalagens de bombons, flores secas, enfim havia muito de mim naqueles objetos e ao mesmo tempo já não havia mais nada(que coisa doida!)...

Fiquei por algum tempo REorganizando em minha mente tudo aquilo que havia ali, de certo que elas deveriam me reportar para algum momento bom do passado, mas o corre-corre da nossa vida nos faz deixar passar muita coisa, será que RElembrar ficou fora de moda  assim como ficou aquele romantismo desmedido de algumas décadas atrás? Talvez para alguns a resposta seja SIM, e para tantos a resposta seja NÃO. E demos um viva a essa diferença!

Pra ser sincera isso mexeu comigo durante dias, fiquei tentando lembrar de fatos a cada objeto ou papel que eu ia me desfazer tentando filtrá-los e guardá-los em lugar mais seguro(ou não) o coração já que se depender da  minha memória muita coisa irá permanecer no limiar entre o passado(passou, uffa!) e presente(vive la vie!)... enfim a mudança estava pronta, tudo muito bem organizado e devidamente guardado em seu lugar, para virar mais uma página da vida corrida... trouxe minhas coisinhas para meu novo cafofo, e outras permaneceram em nosso antigo apartamento, lá foram vividos lindos momentos, fatos bons e outros nem tantos; foi um tipo de cenário para risos e lágrimas...

Chegou o dia da mudança definitiva. Numa segunda-feira, início de noite o caminhão estaciona embaixo do prédio e carregadores começam a descer com caixas e móveis, via meio calada minha mãe coordenando tudo e sabia que aquele era o momento de encerrar o capítulo, e não apenas mais uma página virada. De repente fez silêncio, já não havia mais nada ali, apenas eu, e minhas lembranças... coloquei a cabeça pela janela e vi o caminhão se afastando e desaparecendo ao dobrar a esquina, senti aquele aperto, a garganta travou, e me sentei, respirei profundamente e chorei copiosamente, numa torrente de lembranças que se perderão com o passar dos dias...

Com tudo isso percebi que há sentimentos que nunca ficam meio fora de moda, como o AMOR, o RESPEITO, a AMIZADE, e tantos outros sentimentos. Vi e senti como somos sensíveis a estes quando nos deparamos com eles de forma verdadeira. Sorrir, chorar, viver, amar, esquecer, e RElembrar... vamos nos vestido e revestindo de sentimentos e lembranças, e a vida segue assim, porque sentir está super na moda!


Mihh Valério